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	<title>Arquivo de vertice ambiental - Vertice</title>
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	<description>Soluções técnicas em agrimensura, planejamento agropecuário e consultoria ambiental. Atuamos em todas as etapas, da medição de terrenos à regularização e viabilidade de projetos. Unidades em Rondonópolis e Primavera do Leste, Mato Grosso.</description>
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		<title>Tecnologia na agricultura pode auxiliar na sustentabilidade</title>
		<link>https://verticemt.com.br/2024/02/26/tecnologia-na-agricultura-pode-auxiliar-na-sustentabilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vertice MT]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Feb 2024 18:00:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aumentar a produção de alimentos sem causar danos ambientais é um desafio que o campo precisa superar, a resposta pode estar no uso inteligente da tecnologia Contribuindo para agravar a preocupação mundial com as mudanças climáticas e devastação do meio ambiente, o agronegócio duplicou a emissão de gases do efeito estufa nos últimos 50 anos. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong class="excerpt_post">Aumentar a produção de alimentos sem causar danos ambientais é um desafio que o campo precisa superar, a resposta pode estar no uso inteligente da tecnologia</strong></p>
<p>Contribuindo para agravar a preocupação mundial com as mudanças climáticas e devastação do meio ambiente, o agronegócio duplicou a emissão de gases do efeito estufa nos últimos 50 anos. Isso pode aumentar mais 30% até 2050, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A tecnologia pode ser uma solução para mudar esse cenário.</p>
<p>Se por um lado, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a população mundial atingirá, em 2050, 9,7 bilhões de pessoas; por outro, a agricultura tem o desafio de alimentar esse número crescente de habitantes sem agredir ainda mais o meio ambiente. A tecnologia emergente, então, apresenta-se para aumentar a produtividade da agricultura e a sustentabilidade nela.</p>
<h2 id="tecnologia-verde" class="wp-block-heading"><strong>Tecnologia verde</strong></h2>
<p>O conceito, relativamente novo, diz respeito ao uso de tecnologias para diminuir os impactos ambientais das práticas do agronegócio. Essas ferramentas são uma série de soluções menos agressivas ao meio ambiente, que buscam a regeneração, a reciclagem, o menor desperdício e a utilização de fontes energéticas renováveis.</p>
<p>As AgTechs <em>— startups</em> de tecnologia voltadas para o agronegócio — são resultados dessa busca por inovação e sustentabilidade no campo. Não à toa, só no Brasil são mais 1,2 mil dessas empresas, sendo que o nosso país é o terceiro maior exportador do mundo e líder em algumas culturas, como o milho.</p>
<p>Com a tecnologia verde, ganham-se a população em geral, o meio ambiente e também os agricultores. A otimização desse processo auxilia no melhor aproveitamento das áreas plantadas e aumenta a produtividade. Isso gera a economia do dinheiro investido na lavoura, reduz as perdas na plantação e aumenta a renda do produtor.</p>
<p>Assim, a tecnologia, a sustentabilidade e a lucratividade “andam de mãos dadas” e podem ser o futuro do agronegócio.</p>
<h2 id="exemplos-de-tecnologia-aliada-sustentabilidade" class="wp-block-heading"><strong>Exemplos de tecnologia aliada à sustentabilidade</strong></h2>
<p>A agricultura de precisão é uma das tecnologias mais conhecidas entre os produtores rurais que auxilia na sustentabilidade. Ela teve início na década de 1990 e se popularizou ao longo dos anos 2000. Com ela, o produtor tem maior controle da área cultivada usando o GPS, por exemplo, e sabe exatamente onde e quando aplicar insumos agrícolas na lavoura — economizando os gastos com os agrotóxicos e evitando a contaminação do solo por excesso do produto. Além disso, maquinários agrícolas modernos auxiliam na economia de água durante todo o processo do cultivo.</p>
<p>As tecnologias também dão suporte à criação de animais, por meio: da elaboração de rações e probióticos que fortalecem seus organismos, assim diminuindo perdas; de aplicativos capazes de detectar doenças em suínos; ou do melhoramento genético dos bichos.</p>
<p>Dessa forma, há muitas tecnologias já disponíveis que podem ajudar na sustentabilidade do campo. Algumas delas são:</p>
<ul>
<li>GPS;</li>
<li>robôs agrícolas;</li>
<li>mapeamento da colheita;</li>
<li>sensores ópticos;</li>
<li>drones;</li>
<li>BigData;</li>
<li>Internet das Coisas (IoT);</li>
<li>Melhoramento genético;</li>
<li>Inteligência Artificial (IA).</li>
</ul>
<p>Para o uso dessas inovações, é necessário bastante investimento por parte do produtor, mas o ganho a longo prazo é garantido.</p>
<p>Para enfrentar os desafios futuros das mudanças climáticas e o aumento populacional, a agricultura é peça fundamental. Implementar no campo cada vez mais tecnologias pode ser a resposta para o desenvolvimento de produtividade e sustentabilidade maiores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: summitagro.estadao.com.br</p>
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		<title>Mato Grosso tem 51% da abertura de áreas na Amazônia Legal com autorização ambiental</title>
		<link>https://verticemt.com.br/2023/09/04/mato-grosso-tem-51-da-abertura-de-areas-na-amazonia-legal-com-autorizacao-ambiental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vertice MT]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Sep 2023 10:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[vertice]]></category>
		<category><![CDATA[vertice ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Estado de Mato Grosso tem 51% de áreas suprimidas (abertas) na Amazônia Legal com autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), no primeiro trimestre de 2023. O percentual representa um salto na legalidade que, antes de 2019, era de aproximadamente 5% em Mato Grosso. Isso significa que a maioria do desmatamento seguiu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Estado de Mato Grosso tem 51% de áreas suprimidas (abertas) na Amazônia Legal com autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), no primeiro trimestre de 2023. O percentual representa um salto na legalidade que, antes de 2019, era de aproximadamente 5% em Mato Grosso.</p>
<p>Isso significa que a maioria do desmatamento seguiu os critérios legais, que determinam apenas 20% da área do bioma amazônico é passível de abertura, enquanto 80% deve ser preservado como reserva legal. Fatores como o aumento da eficiência do licenciamento da Sema-MT e a intensa fiscalização e responsabilização de quem realiza a atividade ilegal, permitiram o aumento da procura pela legalidade no campo.</p>
<p>&#8220;O governo tem investido para eliminar o desmatamento ilegal em Mato Grosso, ao mesmo tempo em trabalha a melhoria contínua da eficiência do licenciamento ambiental, atendendo àqueles que trabalham na legalidade. Cada vez mais o cerco se fechará para quem agir na ilegalidade, com o rigor da fiscalização, desaparelhamento dos infratores, cobrança das multas e transparência dos embargos. Em Mato Grosso a tolerância é zero para crimes ambientais, é possível fazer a abertura de áreas de forma legal, com autorização, seguindo a legislação ambiental que é uma das mais rígidas do mundo&#8221;, afirma a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.</p>
<p>As áreas abertas legalmente no Bioma somam 205,18 km². O levantamento cruzou os alertas de desmatamento da Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal do Estado de Mato Grosso (em hectares), com as autorizações de desmatamento e manejo florestal. O relatório do primeiro trimestre foi elaborado pela Coordenadoria de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (CGMA), Superintendência de Regularização e Monitoramento Ambiental e Secretaria Adjunta de Gestão Ambiental.</p>
<p><strong>Operação contra o desmatamento ilegal</strong></p>
<p>O Estado tem agido com firmeza no combate ao desmatamento e crimes ambientais, com operações em campo, fiscalizações por imagens de satélite e aplicação de multas nas regiões, com foco nos municípios que mais desmatam ilegalmente.  Já foram aplicados R$ 227 milhões em multas ambientais no primeiro trimestre de 2023.</p>
<p>Desde março deste ano, o Estado iniciou a Operação Amazônia com mais de 200 servidores em campo atuando estrategicamente para frear o desmatamento ainda no início, apreender maquinários, e responsabilizar infratores flagrados cometendo crimes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: sema.mt.gov.br</p>
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		<title>Receita publica orientações para declaração do ITR</title>
		<link>https://verticemt.com.br/2023/08/07/receita-publica-orientacoes-para-declaracao-do-itr/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vertice MT]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Aug 2023 10:00:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[vertice ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Brasília (17/07/2023) – A Secretaria da Receita Federal divulgou as regras para a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) referente ao exercício 2023. O prazo para o produtor enviar a declaração vai de 14 de agosto a 29 de setembro. Os procedimentos estão na Instrução Normativa nº 2.151/2023 e a DITR poderá ser encaminhada por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Brasília (17/07/2023) </strong>– A Secretaria da Receita Federal divulgou as regras para a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) referente ao exercício 2023. O prazo para o produtor enviar a declaração vai de 14 de agosto a 29 de setembro.</p>
<p>Os procedimentos estão na Instrução Normativa nº 2.151/2023 e a DITR poderá ser encaminhada por meio do programa gerador que será futuramente disponibilizado no site Receita Federal.</p>
<p>Na avaliação da CNA, o produtor rural precisa ficar atento ao prazo para evitar multas. “Além disso, é obrigatório declarar o ITR pessoa física ou jurídica, proprietário ou posseiro do imóvel rural&#8221;, afirma o assessor técnico da Comissão de Assuntos Fundiários da CNA, José Henrique Pereira.</p>
<p>A CNA explica que a DITR é composta pelo Documento de Informação e Atualização Cadastral do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Diac) e pelo Documento de Informação e Apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Diat).</p>
<p>Além disso, o produtor que tiver o imóvel cadastrado no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deve informar na DITR 2023 o respectivo número do recibo de inscrição.</p>
<p>A DITR deve ser enviada por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR (Programa ITR 2023), que estará disponível no site da Receita Federal https://www.gov.br/receitafederal . A declaração também poderá ser transmitida pelo programa Receitanet.</p>
<p>Caso o contribuinte verifique que cometeu erros ou esqueceu alguma informação, deve enviar uma declaração retificadora, após o envio da DITR 2023. A declaração retificadora deve conter todas as informações anteriormente declaradas mais as devidas correções, sem interromper o pagamento do imposto apurado na DITR original.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: cnabrasil.org.br</p>
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		<title>Como regularizar a reserva legal da minha fazenda?</title>
		<link>https://verticemt.com.br/2023/07/05/como-regularizar-a-reserva-legal-da-minha-fazenda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vertice MT]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2023 18:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[area de preservacao ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Reserva Legal é uma área que todo proprietário rural é obrigado a manter preservada em sua propriedade, sendo essencial para a conservação da biodiversidade e manutenção dos recursos naturais. Porém, muitos produtores enfrentam dificuldades para regularizar essa área em suas propriedades, o que pode acarretar em multas e outras sanções. Nesse sentido, existem diversas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Reserva Legal é uma área que todo proprietário rural é obrigado a manter preservada em sua propriedade, sendo essencial para a conservação da biodiversidade e manutenção dos recursos naturais. Porém, muitos produtores enfrentam dificuldades para regularizar essa área em suas propriedades, o que pode acarretar em multas e outras sanções. Nesse sentido, existem diversas maneiras de regularizar a Reserva Legal, sendo uma delas a Lei Estadual 20.922 de 16 de outubro de 2013.</p>
<p><strong> Quais os percentuais de Reserva Legal? </strong></p>
<p>As regras determinam que, em imóveis rurais localizados na Amazônia Legal, a reserva será de 80% da propriedade nas áreas de florestas; 35% nas de cerrado; e 20% para os imóveis em áreas de campos gerais. Nas demais regiões do país, independentemente do tipo de vegetação, a área mínima de reserva é de 20%.<br />
Em suma, essa lei permite que os produtores façam o cadastramento de outra área equivalente e excedente à Reserva Legal, a fim de regularizar sua situação. Além disso, outra forma é a doação ao poder público de área localizada no interior de Unidade de Conservação (UC) de domínio público pendente de regularização fundiária. Essas opções são importantes para aqueles que não conseguem a regularização dentro da própria propriedade. Outra maneira é o arrendamento de área sob regime de servidão ambiental ou Reserva Legal, que é uma forma de o proprietário ceder o uso de sua área para a conservação ambiental, em troca de benefícios financeiros. Essa é uma alternativa interessante para aqueles que não possuem a área necessária para a Reserva Legal em sua propriedade.<br />
A aquisição de cota de Reserva Ambiental (CRA) também é uma outra opção válida. Essa cota representa um título de crédito que comprova a existência de uma área de vegetação nativa preservada, permitindo que o proprietário compense a falta de Reserva Legal em sua propriedade por meio da aquisição dessas cotas. É importante ressaltar que cada uma dessas opções possui suas particularidades e é necessário avaliar qual delas é a mais adequada para a sua propriedade e situação. Além disso, é fundamental buscar orientação técnica de profissionais qualificados para evitar erros e prejuízos futuros.<br />
Portanto, é possível regularizar a Reserva Legal de sua propriedade de diferentes maneiras, conforme previsão legal. O importante é que o produtor rural esteja ciente de suas obrigações ambientais e busque as soluções adequadas para sua situação, contribuindo assim para a conservação do meio ambiente.</p>
<p>Fonte: comprerural.com</p>
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		<title>Mato Grosso lidera como estado que mais fiscaliza alertas de desmatamento</title>
		<link>https://verticemt.com.br/2023/06/21/mato-grosso-lidera-como-estado-que-mais-fiscaliza-alertas-de-desmatamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vertice MT]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2023 18:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[vertice]]></category>
		<category><![CDATA[vertice ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mato Grosso lidera o ranking dos estados que mais fiscalizaram alertas de desmatamento no ano de 2022, conforme o Relatório Anual de Desmatamento no Brasil (RAD), divulgado nesta semana pelo MapBiomas. Segundo o levantamento, 74,3% das áreas com alertas de desmatamento em Mato Grosso foram fiscalizadas pelas equipes em campo ou de forma remota, ou tiveram autorização [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mato Grosso lidera o ranking dos estados que mais fiscalizaram alertas de desmatamento no ano de 2022, conforme o Relatório Anual de Desmatamento no Brasil (RAD), divulgado nesta semana pelo MapBiomas.</p>
<p>Segundo o levantamento, 74,3% das áreas com alertas de desmatamento em Mato Grosso foram fiscalizadas pelas equipes em campo ou de forma remota, ou tiveram autorização do órgão ambiental. No mesmo período, a média nacional foi de 36% dos alertas atendidos.</p>
<p>No ranking dos estados, o segundo colocado é o Espírito Santo (67%), seguido por Tocantins (56,9%), Mato Grosso do Sul (49,8%), Bahia (49,3%), Minas Gerais (45%) e Amazonas (41%). Todos os estados brasileiros integram a lista com base nos dados disponibilizados pelos órgãos ambientais.</p>
<p>De acordo com o analista de meio ambiente Roberto Passos, o planejamento das operações e o uso estratégico das imagens de satélite de alta resolução são o diferencial de Mato Grosso no combate ao desmatamento ilegal, por meio do trabalho da Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento (GPFCD).</p>
<p>&#8220;A gerência centraliza a gestão dos dados, faz o tratamento dos alertas, enxerga as prioridades e distribui a fiscalização em campo e remota. Desta forma, conseguimos estar presentes praticamente no estado inteiro, para atender de forma rápida uma grande quantidade de alertas, e, muitas vezes, flagrar o desmatamento ainda no início e impedir o avanço do dano ambiental&#8221;, explica.</p>
<p>Parte do percentual é referente a supressão de vegetação legal. Em 2022, cerca de 22% da abertura de áreas teve autorização ambiental em Mato Grosso. No primeiro trimestre de 2023 houve aumento da legalidade, com 51% do desmatamento autorizado, de acordo com a legislação brasileira.</p>
<p>O Governo de Mato Grosso tem tolerância zero com o desmatamento ilegal e investiu mais de R$ 180 milhões nos últimos quatro anos no combate aos ilicitos ambientais. Ao identificar qualquer mudança na vegetação, são enviados e-mails automáticos e ligações para que a ação seja paralisada imediatamente.</p>
<p>Por imagens de satélite de alta resolução, a equipe de Mato Grosso identifica o desmate, multa infratores e embarga áreas. Equipamentos e máquinas utilizados na ação criminosa são apreendidos, descapitalizando os infratores para evitar a reincidência. Em parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), e Ministério Público Federal (MPF), quem desmata ilegalmente responde, também, nas esferas criminal e civil, além de processo administrativo.</p>
<p>Em campo, a Superintendência de Fiscalização da Sema atua de forma integrada com diversos órgãos estaduais e federais, entre eles, a Secretaria de Estado de Segurança Pública, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Judiciária Civil, Indea, Ministérios Públicos Federal e Estadual, a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ibama, ICMBio e Funai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: sema.mt.gov.br</p>
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		<item>
		<title>A importância do diagnóstico ambiental</title>
		<link>https://verticemt.com.br/2023/04/25/a-importancia-do-diagnostico-ambiental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vertice MT]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Apr 2023 17:14:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
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		<category><![CDATA[vertice ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico ambiental realizado em propriedades rurais consiste na verificação das estruturas existentes no empreendimento, com especial atenção à sua sede, no qual estão localizadas a maioria das edificações de apoio à atividade. Nele, são levantadas e vistoriadas todas as estruturas existentes no local, com enfoque nas medidas de controle ambiental necessárias para cada tipo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">O diagnóstico ambiental realizado em propriedades rurais consiste na verificação das estruturas existentes no empreendimento, com especial atenção à sua sede, no qual estão localizadas a maioria das edificações de apoio à atividade.</p>
<p dir="ltr">
Nele, são levantadas e vistoriadas todas as estruturas existentes no local, com enfoque nas medidas de controle ambiental necessárias para cada tipo de atividade desenvolvida. Também são apontadas as atividades passíveis de licenciamento, de acordo com a legislação vigente no Estado.</p>
<p dir="ltr">
Desta forma, quando realizado o diagnóstico ambiental, o empreendedor tem a ciência da situação de adequação ambiental de suas estruturas, assim como da obrigatoriedade do licenciamento ambiental.</p>
<p dir="ltr">
Importante ressaltar que pode ser realizado também como um procedimento de auditoria interna, no qual além das estruturas, são analisados alguns parâmetros mínimos exigidos pelas Normas Regulamentadoras cabíveis, tais como a NR31, garantindo condições de trabalho adequadas ao trabalhador rural e maior assertividade em processos de certificação.</p>
<p dir="ltr">
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		<title>SEMA-MT apresenta novo Sisflora 2.0 em encontro nacional e manejo florestal como estratégia para descarbonização até 2035</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Apr 2023 18:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O novo Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora 2.0) foi destaque no evento Madeira Sustentável &#8211; O Futuro do Mercado, realizado nesta quarta-feira (08.03), em São Paulo. A secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso e presidente da Associação Brasileira de Meio Ambiente (Abema), Mauren Lazzaretti, apresentou os avanços de Mato Grosso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora 2.0) foi destaque no evento Madeira Sustentável &#8211; O Futuro do Mercado, realizado nesta quarta-feira (08.03), em São Paulo. A secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso e presidente da Associação Brasileira de Meio Ambiente (Abema), Mauren Lazzaretti, apresentou os avanços de Mato Grosso na implementação da rastreabilidade da madeira e fomento ao manejo florestal sustentável.</p>
<p>&#8220;Estamos concluindo a implantação do sistema Sisflora 2.0, que traz os requisitos necessários para que a madeira seja efetivamente rastreada, possibilitando que os produtos de base florestal legais ganhem mercado e afastando a ilegalidade do campo. Nosso monitoramento com imagens de satélite dos planos de manejo também contribui para um maior controle do órgão ambiental&#8217;, destaca a secretária.</p>
<p>Com as melhorias implementadas no sistema, a cadeia de custódia passa a ser realidade em Mato Grosso. É a garantia de que a madeira que chega ao consumidor final foi retirada de forma legal da floresta. Além do controle real da quantidade de madeira transportada, há mais transparência e possibilidade de auditorias externas e internas.</p>
<p>Na ocasião, ela apresentou a importância do manejo florestal sustentável como responsável por 16% da meta estadual de descarbonização. Por meio do Programa Carbono Neutro MT, o Estado tem a meta de neutralizar as emissões de carbono até 2035.</p>
<p>&#8220;Mato Grosso tem a meta de chegar a 6 milhões de hectares de manejo sustentável até 2030, o que representa 16% das reduções de emissões de carbono, e mais 13% até 2050. É o manejo florestal sustentável que possibilita manter a floresta em pé, produzir produtos florestais dentro da legalidade e gerar empregos e renda&#8221;, afirma.</p>
<p>A secretária apresentou ainda que o combate ao desmatamento ilegal em Mato Grosso é uma prioridade para o governo. &#8220;Monitoramos todo o nosso território com imagens de satélite de alta resolução. Com o apoio das forças de segurança, combatemos veementemente o crime ambiental que prejudica não apenas a natureza, mas todos aqueles que produzem dentro da Lei&#8221;.</p>
<p><strong>Madeira sustentável</strong></p>
<p>O evento foi organizado pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) no Boulevard JK, em São Paulo, com o objetivo de esclarecer a diferença entre o manejo florestal sustentável legal e o desmatamento ilegal. Os produtos florestais, como a madeira nativa de origem legal, tem o uso seguro e ecológico em projetos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: sema.mt.gov.br</p>
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		<title>O Bioma do Pantanal e o Controle do Desmatamento desse patrimônio no Estado do Mato Grosso do Sul</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Apr 2023 18:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A importância do Pantanal – alguns instrumentos jurídicos de proteção O Brasil é formado por seis biomas de características distintas[i]:  Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pampa, Mata Atlântica e o Pantanal. O Pantanal abriga a poesia da paisagem, a importância do bioma e sua função ambiental, a diversidade da fauna e flora, a produção agropecuária e econômica, turística, e, principalmente, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A importância do Pantanal – alguns instrumentos jurídicos de proteção</strong></p>
<p>O Brasil é formado por seis biomas de características distintas[i]:  Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pampa, Mata Atlântica e o Pantanal. O Pantanal abriga a poesia da paisagem, a importância do bioma e sua função ambiental, a diversidade da fauna e flora, a produção agropecuária e econômica, turística, e, principalmente, a responsabilidade em preservá-lo.</p>
<p>Este bioma se estende pela Argentina, Bolívia e Paraguai, onde recebe outras denominações. A porção brasileira, localizada em partes dos Estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, está estimada em cerca de 150.000 km².</p>
<p>Ocorre que o seu tamanho é diametralmente oposto à sua relevância. Mesmo sendo o menor bioma brasileiro, representando aproximadamente 2% do território nacional, apresenta a maior planície de inundação do mundo. Sim, do mundo!</p>
<p>E o que significa ambientalmente ser a maior planície de inundação do mundo? É um gigantesco reservatório de água doce, refletindo em importante suprimento de água, estabilização do clima e a conservação do solo, além de abrigar uma diversidade da fauna e flora enormes.</p>
<p>Como se extrai do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) do Mato Grosso do Sul (MS)[ii], a diversidade florística no Pantanal é superior a 3.500 espécies de plantas. Já a diversidade faunística contém pelo menos 264 espécies de peixes, 652 de aves, 102 de mamíferos, 177 de répteis e 40 de anfíbios, 1.100 espécies de borboletas, sendo que muitas das espécies ameaçadas de extinção em outras regiões são abundantes no bioma, como o cervo-do-pantanal.</p>
<p>Conforme o ZEE do MS, extrai-se entendimento de que “o exame dos processos produtivos históricos mostra que é perfeitamente possível equilibrar a sua utilização com agressão mínima ao meio ambiente, a exemplo da consolidada pecuária tradicional pantaneira e do turismo de pesca.</p>
<p>Além disso, é extremamente importante que a preservação do Pantanal traga ganhos sociais e econômicos para todo o conjunto do Estado e da Federação, pois o custo de sua preservação não poderá cair apenas sobre os ombros daqueles que ali vivem e sobrevivem do ambiente natural.</p>
<p>Recomenda-se, prioritariamente, a implantação, em parceria com entidades e comunidades da região pantaneira, de programas integrados de desenvolvimento sustentável, de acordo com as suas peculiaridades culturais, relevância ambiental e dinâmica socioeconômica própria”.</p>
<p>Por toda a importância que tem, o Pantanal Mato-grossense é alvo de proteção jurídica internacional, nacional e regional.</p>
<p>Em âmbito internacional destaca-se a Convenção de Ramsar[iii], celebrada em 1971, em vigor desde 21 de dezembro de 1975, promulgada no Brasil pelo Decreto nº 1.905, de 16 de maio de 1996. O artigo 1º, da Convenção, conceitua as áreas úmidas:</p>
<p>Artigo 1 – Para efeitos desta Convenção, as zonas úmidas são áreas de pântano, charco, turfa ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo áreas de água marítima com menos de seis metros de profundidade na maré baixa.</p>
<p>Em 2000, o Pantanal recebeu dois títulos da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – Unesco: o de Reserva da Biosfera e o de Patrimônio Natural da Humanidade.  O título de Reserva da Biosfera reconhece ao bioma relevância internacional. Já o título de Patrimônio Natural da Humanidade[iv] exalta o fato de que este bioma precisa ser protegido por organismos nacionais e internacionais devido à exuberância natural que possui.</p>
<p>Em âmbito nacional, a proteção refletiu-se no texto constitucional, inserto no título da Ordem Social. O legislador constituinte originário, a fim de sistematizar a conservação da biodiversidade, além de impor ao poder público e também à coletividade o dever de defender o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, considerou o Pantanal como Patrimônio Nacional[v], limitando a sua utilização em condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso de recursos naturais.</p>
<p>A expressão Patrimônio Nacional acaba sendo um conceito jurídico indeterminado, muito embora alguns doutrinadores acabem se arriscando em tentar definir o que isso significa.</p>
<p>José Afonso da Silva[vi], preocupado com as constantes ameaças da internacionalização do território brasileiros, entende que a integração ao patrimônio nacional não implica transferência do domínio sobre as áreas citadas no parágrafo 4º do artigo 225 da Constituição, dentre elas o Pantanal, para a União:</p>
<p><em>[…] na verdade, o significado primeiro e político da declaração constitucional de que aqueles ecossistemas florestais constituem patrimônio nacional está em que não se admite qualquer forma de internacionalização da Amazônia ou de qualquer outra área.</em></p>
<p>Já Cecília Franco se preocupa-se com o conteúdo da expressão:</p>
<p><em>“O patrimônio nacional constitui o conjunto de bens materiais e imateriais que despertam alguma espécie de interesse para a nação, com ela mantendo um vínculo intrínseco que se liga à sua própria personalidade, definindo-a e projetando-a enquanto Estado e individualizando e identificando-a enquanto povo, não se admitindo qualquer forma de internacionalização de tais bens”</em></p>
<p>De toda forma, ser Patrimônio Nacional não equivale a dizer que se trata de uma área ou bem público, ou uma unidade de proteção integral, mas que todo e qualquer proprietário deve assegurar a preservação ambiental e obedecer às normas específicas pela importância nacional do bioma.</p>
<p>A intenção do legislador constituinte foi a de manter a biodiversidade do bioma, e principalmente sua função ecológica, não impedindo sua utilização, mas condicionando-a à preservação e sustentabilidade.</p>
<p>Não se pode esquecer que o Título da ordem econômica inserto na Constituição brasileira tem como um de seus princípios a defesa do meio ambiente, assim como a valorização do trabalho e da livre iniciativa, exigindo-se compatibilização da utilização dos recursos naturais com a economia e desenvolvimento. Cintya Leocádio Dias Cunha afirma que[vii]:</p>
<p><em>“No caso do Pantanal Mato-grossense, para que a máxima efetividade do direito fundamental ao meio ambiente seja atingida e para que realmente o direito fundamental seja real e efetivo são necessárias políticas públicas engajadas no desenvolvimento sustentável desta região”.</em></p>
<p>Ainda em âmbito de proteção jurídica federal-nacional, a Lei 12.651, de 25 de maio de 2012, conhecida como o Código Florestal, determina em seu artigo 10º que:</p>
<p><em>“Nos pantanais e planícies pantaneiras, é permitida a exploração ecologicamente sustentável, devendo-se considerar as recomendações técnicas dos órgãos oficiais de pesquisa, ficando novas supressões de vegetação nativa para uso alternativo do solo condicionadas à autorização do órgão estadual do meio ambiente”.</em></p>
<p>Como norma regional de destaque, cita-se a Lei do Estado do Matogrosso nº 8.830, de 21 de janeiro de 2008, norma que chancela o título de patrimônio nacional dado pela Constituição Federal de 1988, ratifica a importância dos títulos concedidos pela UNESCO e elenca como área de preservação permanente as faixas marginais da planície alagável da Bacia do Alto Paraguai:</p>
<p><em>Art. 3º A Política Estadual de Gestão e Proteção à Bacia do Alto Paraguai no Estado de Mato Grosso tem por objetivo promover a preservação e conservação dos bens ambientais, a melhoria e recuperação da qualidade ambiental, visando assegurar a manutenção da sustentabilidade e o bem-estar da população envolvida, atendidos os seguintes princípios:</em></p>
<p><em>XI – proteção do Pantanal Mato-grossense enquanto Patrimônio Nacional, Sítio Ramsar e Reserva da Biosfera;</em></p>
<p><em>Art. 7°. São consideradas áreas de preservação permanente na Planície Alagável da Bacia do Alto Paraguai de Mato Grosso, sem prejuízo da proteção assegurada na legislação federal e estadual: […] § 1° As faixas marginais de preservação permanente terão como referencial o nível mais alto dos rios e demais cursos d’água, conforme estabelecidos na legislação estadual.</em></p>
<p>Por parte do Estado do Mato Grosso do Sul, ente federado que detém 65% do território do Pantanal, merece referência o Decreto que, desde 2017,[viii] reconhece o Bovino Pantaneiro como Patrimônio Cultural e Genético do Estado de Mato Grosso do Sul.</p>
<p>De toda forma, o Pantanal ainda carece de uma proteção jurídica especial, pois não existe uma norma geral oriunda da competência estabelecida para a União[ix] que proteja especificamente todo o Pantanal Mato-grossense. Ou mesmo uma proteção oriunda de uma norma conjunta entre os dois Estados, tal como exige o parágrafo único do artigo 224 da Constituição do Mato Grosso do Sul:</p>
<p><em>Art. 224. A área do Pantanal Sul-Mato-Grossense localizada neste Estado constituirá área especial de proteção ambiental, cuja utilização se fará na forma da lei, assegurando a conservação do meio ambiente.</em></p>
<p><em>Parágrafo único. O Estado criará e manterá mecanismos de ação conjunta com o Estado de Mato Grosso, com o objetivo de preservar o Pantanal e seus recursos naturais.</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O Controle do Desmatamento no Pantanal Sul-mato-grossense</strong></p>
<p>Como dizer ao Fazendeiro centenário que ele não deve desmatar? Uma proibição integral, aliás, como pretendem alguns leigos, limitaria a economia de uma região inteira.</p>
<p>O Decreto do Mato Grosso do Sul nº 14.273, de 8 de outubro de 2015, que dispõe sobre a Área de Uso Restrito da planície inundável do Pantanal destaca que o Pantanal Sul-Mato-Grossense representa 1/3 do território do Estado, e que as atividades econômicas ali desenvolvidas proporcionam sustentabilidade, crescimento econômico, melhoria da qualidade de vida da população.</p>
<p>Ao mesmo passo, o Decreto nº 14.273 ressalta que a utilização da Área de Uso Restrito da planície inundável do Pantanal não poderá comprometer as funções ambientais das áreas que as compõem. Dessa forma, para a supressão de vegetação nativa, a relevância ecológica deverá ser considerada com o intuito de resguardar amostras representativas da diversidade dos tipos de vegetação (fitofisionomias), existentes na propriedade rural inserida na Área de Uso Restrito da planície inundável do Pantanal.</p>
<p>Como se extrai da nota técnica emitida pela Embrapa à época da publicação deste decreto[x], a sustentabilidade ecológica implica em parâmetros de natureza bioecológica como base para a definição de formas, limites e regulamentos para o exercício das atividades econômicas, sem que isso inviabilize a economia.</p>
<p>Então, é importante conhecer a legislação e seus permissivos antes de, genericamente, propagar que desmatamentos são proibidos em qualquer âmbito e bioma. O que deve ser veementemente combatido são os desmatamentos ilegais, e analisadas as situações globais para utilizarmos o meio ambiente a favor de toda sociedade.</p>
<p>Um levantamento do Ministério Público de Mato Grosso do Sul[xi] apontou que cerca de 40% do desmatamento na área do Pantanal do Estado podem ter ocorrido de forma ilegal, pois não foram identificadas autorizações ambientais:</p>
<p>“Para as áreas desmatadas e consideradas ‘possivelmente ilegais’, nas quais não encontramos autorização de desmate, é emitido um relatório e encaminhado para a Polícia Ambiental, para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e para o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). Conforme o caso, vão a campo (para apurar)”, explica o promotor de Justiça Luciano Furtado Loubet, diretor do Núcleo Ambiental do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Há de se ressaltar que o Pantanal, ainda que sofrendo com ações de desmatamentos ilegais e incêndios, é o bioma mais preservado do Brasil. É o bioma que menos perdeu área natural no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O IBGE analisou dados dos anos 2000 até 2018, para comparar as mudanças na vegetação nativa[xii][1]. Considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, o Pantanal perdeu 2,1 mil quilômetros quadrados no período, que corresponde a 1,6% do total.</p>
<p>Sem dúvida o importante para preservação do Bioma é o controle do desmatamento ilegal, porque nenhuma responsabilização posterior é capaz de substituir o bioma primário e sua função.</p>
<p>Além da fiscalização eficaz para evitar os desmatamentos ilegais, é preciso um efetivo combate aos incêndios, que destroem a vegetação e matam animais, como tanto divulgado pela imprensa nos últimos anos, e muito no Bioma Pantanal.</p>
<p>Como o próprio governo federal apregoa[xiii], <em>“Os incêndios florestais constituem um dos maiores desafios de gestão ambiental em todo o mundo. Devido à complexidade das causas, da multiplicidade de consequências e complexidade das soluções, requer a formalização de sinergias entre vários setores da sociedade para o seu enfrentamento”.</em></p>
<p>As queimadas ilícitas são responsáveis por desmatamentos gigantescos do bioma, e no Pantanal já atingiram grandes proporções, sendo difíceis de conter por diversos fatores: há períodos longos de seca, existe o “fogo de turfa” que se desenvolve no subsolo, áreas de difícil acesso para combate, e ventos que alastram rapidamente o fogo.</p>
<p>E, o pior, muitos incêndios ainda são decorrentes de causas humanas, por práticas agrícolas e pecuárias que utilizam o fogo como recurso fora do período permitido legalmente – permissivos contidos com base no artigo 38, I do Código Florestal, e regulamentado pelos órgãos ambientais estaduais, no caso de Mato Grosso do Sul pela Resolução Conjunta SEMAC-IBAMA/MS n. 01, de 08 de agosto de 2014, que proíbe a execução da queima controlada no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul no período e situações que especifica.</p>
<p>Vemos como primordial, além da fiscalização mais efetiva com as devidas penalizações, que a educação ambiental seja implementada de forma eficaz, pois alguns agropecuaristas ainda utilizam a prática de fogo, mesmo que obsoleta, muitas vezes por ignorância, às vezes com o agravante de ocorrerem em períodos proibidos por lei.</p>
<p>Vale lembrar que a queima controlada é prevista na legislação. O Decreto nº 2.661, de 8 de julho de 1998 regulamenta o parágrafo único do art. 27 da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, o Código Florestal revogado, atualmente o artigo 38 do Código Florestal em vigor, permitindo o emprego do fogo em práticas agropastoris e florestais.</p>
<p>Consoante o Manual de Licenciamento do Estado de Mato Grosso do Sul[xiv], “Entende-se por QUEIMA CONTROLADA como sendo um fator de produção e manejo em áreas de atividades florestais, agrícolas ou pastoris, assim como aquela realizada com finalidade de pesquisa científica e tecnológica, a ser executada em áreas de imóveis rurais mediante Autorização Ambiental para Queima Controlada”.</p>
<p>Mais recentemente, o estado de Mato Grosso do Sul instituiu o PEMIF (Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo), pelo Decreto 15.654, de 19 de abril de 2021, norma que indica instrumentos para prevenção e combate aos incêndios, como: os planos de manejo integrado do fogo; o programa estadual de brigadas de incêndios; o sistema de comando de incidentes (SCI); a sala de situação de informações sobre fogo; o centro integrado de coordenação estadual (CICOE); o comitê interinstitucional de prevenção e combate aos incêndios florestais; e instrumentos financeiros.</p>
<p>Difundir novas práticas, e divulgar as consequências do fogo num âmbito maior, inclusive quanto à redução do carbono e mudanças climáticas, é fundamental para mudar a mentalidade da própria economia do mundo agro.</p>
<p>Consoante se extrai de publicação da EMBRAPA Pantanal[xv], o monitoramento dos focos de calor por satélite é uma ferramenta importante e eficaz para o controle desses focos no Pantanal, o qual dará subsídios a medidas preventivas e de combate quanto a um possível incêndio.</p>
<p>Neste trabalho há descrição da interessante ferramenta para ajudar na prevenção de incêndios no Pantanal: foi construído um sistema de avaliação de risco de incêndio, a partir de um software denominado Saripan – Sistema de avaliação de risco de incêndio para o Pantanal.</p>
<p>O software fornece diferentes métodos para o cálculo de risco de incêndio e assim possibilita a emissão de um alerta. A importância do Saripan, para a região do Pantanal, é quanto a existir um sistema de alerta que informe o risco de incêndio para cada sub-região do Pantanal, possibilitando às autoridades ou interessados tomarem medidas preventivas quanto a um possível incêndio que venha ocorrer.</p>
<p>Eduardo Riedel, eleito Governador de Mato Grosso Sul em 2022, disse[xvi] que “buscará estruturar o combate a incêndios e desmatamento ilegal no Pantanal”. Nas palavras do mandatário, que tomou posse em 01/01/2023:</p>
<p>Temos que estruturar uma ação de combate à questão dos incêndios, ao desmatamento ilegal e, ao mesmo tempo também, priorizar o desenvolvimento da atividade turística no Pantanal, uma pecuária sustentável – que já tem estruturado um plano para a pecuária orgânica no Pantanal com remuneração direta do governo –, mas acima de tudo criar as condições culturais para que a gente tenha a preservação desse nosso bioma.”</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Desmatamento, Aquecimento Global e litigância climática na região do Pantanal</strong></p>
<p>Muitas causas do aquecimento global estão relacionadas com as práticas humanas realizadas de maneira não sustentável, ou seja, sem garantir a existência dos recursos e do meio ambiente para as gerações futuras. Poluição, as queimadas e o desmatamento, estariam na lista dos principais elementos causadores desse problema climático[xvii].</p>
<p>O desmatamento contribui para o aquecimento global no sentido de promover um desequilíbrio climático decorrente da remoção da vegetação, que tem como função o controle das temperaturas e dos regimes de chuva.</p>
<p>A emissão de gases de efeito estufa decorrente do desmatamento causa enorme prejuízo e há uma tendência no aumento litigância climática, no número de ações judiciais, procedimentos administrativos, inquéritos civis, inquéritos policiais, diversos tipos de procedimentos, buscando reparação pelos danos causados em decorrência das mudanças climáticas.</p>
<p>Um estudo, uma espécie de relatório global, publicado em 2022[xviii] identificou mais de 2.000 casos de litigância climática existentes desde 1986, sendo que o número teria mais que dobrado a partir de 2015. No Pantanal, mais precisamente no Estado do Mato Grosso, o Ministério Público Estadual[xix] já vem tentando buscar o ressarcimento junto ao Poder executivo em decorrência dos gases emitidos em incêndios:</p>
<p><em>Em inquérito civil da área do meio ambiente, o Ministério Público Estadual (MPE) busca responsabilizar o Estado e conseguir ressarcimento pelos gases do efeito estufa emitidos durante os incêndios ocorridos no Pantanal mato-grossense em 2020. O órgão discute com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) um possível Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ainda sem valor divulgados a serem ressarcidos.</em></p>
<p><em>O inquérito é conduzido pelo promotor Joelson de Campos Maciel, da 16ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente Natural. A promotora Ana Luiza Peterlini, que atua em conjunto, relatou em reunião na última semana para discutir os incêndios no Pantanal, que a estimativa é que 141,2 milhões de mg de Gases de Efeito Estufa (GEE) tenham sido lançados no ar em 2020 considerando dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O).</em></p>
<p><em>“O Inquérito Civil busca o ressarcimento pela emissão de gases do efeito estufa. Isso foi calculado para que possamos buscar a responsabilização do Estado pela emissão desses gases, que não foram poucos. Quem vive na baixada cuiabana pôde sentir a dificuldade que tivemos de respirar entre agosto e setembro, então o inquérito visa a responsabilização”, pontuou a promotora na reunião.</em></p>
<p><em>Os incêndios ocorridos no ano passado geraram diversos procedimentos, cíveis e penais, conduzidos pelo MPE para responsabilizar também os donos das áreas onde o fogo teve início.</em></p>
<p><em>“A gente precisa enxergar os incêndios florestais sob a ótica da emissão de gases de efeito estufa, das mudanças climáticas. Isso é uma necessidade que nós do Ministério Público e dos órgãos de gestão ambiental precisamos que isso se incorpore nas exigências de licenciamento ambiental, esse componente climático. Que a gente passe a exigir medidas mitigatórias e compensatórias”, disse.</em></p>
<p><em>Os técnicos do MPE calcularam a quantidade de gases lançados ao ar a partir de imagens de satélite e dados sobre os tipos de vegetação que existem no Pantanal mato-grossense. A análise entre os meses de agosto e setembro mostrou que o fogo consumiu não só áreas de savana típica da planície alagável, mas também florestas.</em></p>
<p><em>O relatório técnico mostra ainda que com a quantidade de gases de efeito estufa emitidos pelos incêndios de 2020, há possibilidade de que Mato Grosso contribua para que o Brasil não cumpra as metas previstas no Acordo de Paris, que prevê a redução da emissão de gases do efeito estufa.</em></p>
<p><em>“Portanto, considerando o aumento histórico de queimadas no Pantanal em 2020, bem como o aumento de 9,5% na taxa de desmatamento na Amazônia (PRODES 2020/INPE), é possível prever que o Brasil terá um aumento das emissões de CO2 no ano 2020, tal como já apontado em SEEG (2020), descumprindo assim, as metas de reduções de emissões assumidas para 2020”, afirmaram no relatório.</em></p>
<p><strong>Neutralização da emissão de gases efeito estufa no Estado do Mato Grosso do Sul</strong></p>
<p>Para efetiva proteção do bioma pantanal acaba sendo inviável não destacar o efeito estufa agravado pelos desmatamentos no Pantanal, vez que o desmatamento é um dos maiores fatores nos processos que geram as emissões de CO2.</p>
<p>Independentemente de entrar na disputa entre interesses econômicos e meio ambiente, e muito menos panoramas políticos, fato é que as consequências da liberação de gases efeito estufa decorrentes do desmatamento e incêndios vão muito além do aumento da temperatura – trazendo inclusive dificuldades na produção da agricultura, pecuária e silvicultura.</p>
<p>O combate ao desmatamento ilegal e o reflorestamento são de grande valia no combate aos efeitos do aquecimento global – o tão atual, e até lucrativo, mercado de carbono.</p>
<p>O Estado de Mato Grosso do Sul oficializou um Plano Estado Carbono Neutro em 2030, com a edição de Decreto nº 15.798 de 03/11/2021, que institui a Política Estadual de Mudanças Climáticas – PEMC em Mato Grosso do Sul e o Plano Estadual MS Carbono Neutro – PROCLIMA.</p>
<p>De acordo com o Plano, até 2030 o Governo de Mato Grosso do Sul irá atingir o estágio de Estado com Emissão Líquida Zero (ELZ), ou Carbono Neutro, por meio de ações coordenadas e integradas e na adoção de algumas medidas que merecem destaque:</p>
<p><em>I – Agronegócio: com ações concentradas no efetivo manejo dos solos, na redução dos níveis de fermentação entérica, no manejo de dejetos suínos e no controle da queima de resíduos agrícolas;</em></p>
<p><em>II – Mudança no Uso da Terra e Florestas: relacionada ao empreendimento de medidas para a devida restauração de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, à redução dos incêndios em áreas nativas e florestas plantadas, à redução do desmatamento legal ou ilegal e ao investimento em Floresta Plantada;</em></p>
<p>Em outras palavras, neutralizar o carbono é uma alternativa para remediar os efeitos do efeito estufa. Como dito, o Mato Grosso do Sul é um estado em que a base principal da economia é o agronegócio, estado este que abriga quase 70% do Bioma Pantanal, patrimônio nacional, com ricos ecossistema e biodiversidade, e praticamente 80% do bioma conservado.</p>
<p>Por outro lado, desmatamentos ilegais e incêndios – que corroboram sobremaneira com o efeito estufa – são fatores preocupantes tanto para ambientalistas quanto para o Poder Público e os proprietários rurais.</p>
<p>Como preservar o meio ambiente e produzir? Como neutralizar o carbono e criar gado?</p>
<p>Unir o meio ambiente à economia é uma via de mão dupla necessária para o crescimento sustentável, e ferramentas já estão sendo utilizadas: o mercado de carbono é uma realidade, com grandes visionários no bioma pantanal, para que o produtor certifique sua propriedade e implemente projetos de carbono; emprego de tecnologias de baixo carbono na pecuária e na agricultura; incentivos fiscais ou compensações por serviços ambientais, fiscalização efetiva, e ações multidisciplinares.</p>
<p>Interessante destacar a ressalva de Winston Fritsch[xx][2]:</p>
<p><em>“é importante notar, todavia, que o uso de mecanismos baseados em créditos de carbono para gerar incentivos capazes de proteger a floresta são eficientes, mas não bastam. No debate sobre a conservação e restauração das florestas nativas, a ênfase exclusiva na redução do CO2 atmosférico é um grave erro de política, e existe o risco de que, na excitação do mercado com as oportunidades de negócio criadas pela precificação do carbono, passe despercebida a importância crucial de precificar também a biodiversidade para evitar o desastre ecológico”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em resumo, o desmatamento ilegal, inclusive por fogo, deve ser fiscalizado de forma mais eficaz, de modo a, além de cumprir o dever legal de preservação do meio ambiente a presente e futuras gerações, permitir um planejamento de mercado de carbono, que pode gerar renda ao proprietário rural com reversão ao meio ambiente, e uma compatibilização entre os direitos fundamentais, ressaltando as palavras da Min. Carmen Lucia no julgamento já citado, “A Floresta não pode ser cuidada apenas como estoque de carbono. Ela é uma expressão da humanidade, que se compadece com os valores da dignidade e da ética ambientais.”</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>É inequívoco afirmar que o Bioma Pantanal é um dos mais ricos do mundo em biodiversidade, tanto quanto, infelizmente, é certo afirmar que sofre com o uso descontrolado de ações humanas.</p>
<p>O Bioma é protegido legalmente – por diversas legislações em todos os âmbitos, todavia as políticas de ações ao combate ao desmatamento e incêndios florestais ainda não garantem a sustentabilidade do Bioma.</p>
<p>E, como em todo o mundo, a região do Pantanal sofre os efeitos da mudança climática, sendo imperioso inserir essa temática, sob todos seus prismas (tanto ambiental como econômico), à sociedade, aos moradores e produtores da região, à efetividade de ações de combate do poder público, educação ambiental e penalizações.</p>
<p>Com estudos, novas tecnologias, e educação, diversas ações podem mitigar as emissões de carbono, reduzir os desmatamentos e queimadas ilegais. Fica a torcida para que a atual administração pública federal siga no combate a tudo isso, fazendo-se coro a anunciada reativação dos fundos, como o Amazônia[xxi], que financiam as ações ambientais e de planos de desmatamento em todos os biomas do país.</p>
<p>Também merece congratulações a recriação de planos contra o desmatamento, tal como o Plano de ação para prevenção e controle do desmatamento na Amazônia (PPCdam)[xxii], paralisado desde 2019, plano estruturado em três pilares: monitoramento e controle ambiental, ordenamento fundiário e territorial e apoio a atividades produtivas sustentáveis.</p>
<p>O Cerrado também já teve um plano de combate ao desmatamento, que foi reativado e há indícios que os outros biomas também serão contemplados. O Pantanal agradece!</p>
<p>A economia e a preservação do Bioma devem coexistir como uma simbiose, de forma que um setor alimente ao outro, com um desenvolvimento sustentável, fulcrado em legislações e ações do poder público, alicerçadas em estudos técnicos para que a legislação seja condizente com a realidade social, econômica e ambiental do local, e a função socioambiental seja efetivamente cumprida.</p>
<p>Por fim, para manter um Bioma sustentável, fundamentalmente é preciso esclarecer e divulgar, incutir ao produtor rural e sociedade local, com bases em dados técnicos, a importância e reflexo da devida atenção ao meio ambiente e seus modos de produção. Ao mesmo passo, não se pode aniquilar a produção rural com dados incorretos e alarmistas – é possível, com base na realidade em que vivemos, traçar estratégias para que o meio ambiente seja compatível com a produção, inclusive para aumentar a lucratividade com práticas sustentáveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: direitoambiental.com</p>
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		<title>Georreferenciamento de imóveis rurais: tudo o que você precisa saber segundo a advogada Maria Luiza Borella</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 18:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O georreferenciamento de imóveis rurais consiste na identificação do imóvel, através da sua delimitação pelas coordenadas georreferenciadas, que devem ter precisão posicional. Além disso, a sua relevância tem também outra explicação: a exigência legal, já que o procedimento é obrigatório. Ademais, diversos benefícios governamentais necessitam do georreferenciamento para serem liberados – como o acesso ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O georreferenciamento de imóveis rurais consiste na identificação do imóvel, através da sua delimitação pelas coordenadas georreferenciadas, que devem ter precisão posicional. Além disso, a sua relevância tem também outra explicação: a exigência legal, já que o procedimento é obrigatório. Ademais, diversos benefícios governamentais necessitam do georreferenciamento para serem liberados – como o acesso ao crédito rural.</p>
<p>O georreferenciamento de imóveis rurais garante, portanto, a legalidade das propriedades e evita penalizações. A análise é utilizada para a concessão da Certidão de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) feita através dos cartórios. O documento é necessário para praticamente todos os procedimentos que envolvem o terreno da propriedade rural. Somente com ele, é possível solicitar qualquer benefício governamental ou partilhar o imóvel, em caso, por exemplo, de falecimento do proprietário.</p>
<p>Para entender um pouco mais sobre como o georreferenciamento funciona junto aos cartórios, a Anoreg/MT conversou com a advogada especialista em Direito Ambiental e Agronegócio, Maria Luiza Borella. Acompanhe.</p>
<p><strong>     Anoreg/MT – Como funciona o georreferenciamento?</strong></p>
<p><strong>     Maria Luiza –</strong> Para dar início ao procedimento, um profissional habilitado ficará responsável por fazer o levantamento de campo, instalação dos marcos nos vértices do imóvel e demais passos para a demarcação, sempre, seguindo os parâmetros das normas técnicas de georreferenciamento de imóveis rurais, editadas pelo Icra. Na sequência, os dados coletados serão processados no Sigef/Incra – Sistema de Gestão Fundiária, para a validação e confirmação dos dados processados em campo, garantindo que não haja sobreposição com os limites de outros imóveis rurais.</p>
<p><strong>     Anoreg/MT – Como funciona esse processo de validação?</strong></p>
<p><strong>     Maria Luiza –</strong> Após a validação do georreferenciamento e a certificação da área na base de dados do Sigef/Incra, haverá a fase da averbação do georreferenciamento na matrícula do imóvel, junto ao Cartório de Registo de Imóveis, atendendo todas as normativas do provimento da Corregedoria Geral de Justiça.</p>
<p><strong>     Anoreg/MT –</strong> <strong>Quais os benefícios do georreferenciamento?</strong></p>
<p><strong>     Maria Luiza</strong> – Dentre os benefícios do georreferenciamento está a certeza de que seu imóvel não está sobreposto a outros imóveis existentes na base de dados do Sistema de Gestão Fundiária – Sigef, onde também haverá maior conhecimento de campo da propriedade ao obter informações exatas de posicionamento, coordenadas e as dimensões da área.</p>
<p><strong>     Anoreg/MT – Existe um decreto para o procedimento?</strong></p>
<p><strong>     Maria Luiza</strong> – É importante mencionar que, há prazos para a certificação dos imóveis rurais, previstas no Decreto 4.449/02:</p>
<p>– O georreferenciamento é obrigatório para imóveis com área a partir de 100ha (hectares);</p>
<p>– Será obrigatório para imóveis entre 25 e 100ha após 20/11/2023;</p>
<p>– Será obrigatório para imóveis menores que 25ha após 20/11/2025.</p>
<p>Inclusive, o georreferenciamento também é obrigatório nos casos de desmembramento, parcelamento, remembramento, transferência e ações judiciais de imóveis rurais com área a partir de 100 hectares.</p>
<p>Por fim, no final de 2022, o Incra publicou no dia 23/12/2022 a portaria 2.502 que aprova o Manual Técnico para Georreferenciamento de imóveis rurais e passou a vigorar a partir de 30 de dezembro de 2022. O referido documento trata das normas para execução dos serviços de georreferenciamento de imóveis rurais.</p>
<p><strong>     Anoreg/MT – Quais são os prazos estipulados?</strong></p>
<p><strong>     Maria Luiza –</strong> Sendo assim nova legislação impõe novos prazos para cumprimento da norma. De acordo com ela, imóveis entre 100 e 250 hectares, assim como aqueles maiores, já devem estar cadastrados.</p>
<p>Já as propriedades que possuem entre 25 e 100 hectares têm até o dia 20/11/2023 para realizar o georreferenciamento. Os proprietários de espaços menores (ou seja, com menos do que 25 hectares), deverão se adequar até o dia 20/11/2025.</p>
<p><em>Fonte: Assessoria de Comunicação da Anoreg/MT</em></p>
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		<title>Como a emergência climática ameaça o feijão com arroz do brasileiro</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 18:00:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por ClimaInfo A combinação mais popular da culinária brasileira pode ser prejudicada pela emergência climática. Dois estudos de pesquisadores da Embrapa e da ESALQ/USP mostraram os impactos potenciais das alterações climáticas sobre as culturas de feijão e arroz, e propuseram uma estratégia de conservação e adaptação para garantir a produção em 2050. O primeiro, publicado na Agricultural Systems, abordou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por ClimaInfo</strong></p>
<p>A combinação mais popular da culinária brasileira pode ser prejudicada pela emergência climática. Dois estudos de pesquisadores da Embrapa e da ESALQ/USP mostraram os impactos potenciais das alterações climáticas sobre as culturas de feijão e arroz, e propuseram uma estratégia de conservação e adaptação para garantir a produção em 2050.</p>
<p>O primeiro, publicado na <em>Agricultural Systems</em>, abordou o impacto do clima mais quente na produção de feijão. A partir de modelos climáticos, o estudo projetou um aumento médio da temperatura entre 1,23ºC e 2,86ºC até meados deste século nas principais áreas de cultivo. De acordo com a análise, a temperatura mais quente prejudicará a produtividade, afetando o atendimento da demanda crescente pelo grão.</p>
<h2>Temperatura global está próxima de ultrapassar limite do Acordo de Paris</h2>
<p>Já o segundo estudo, publicado na <em>Global Change Biology</em>, observou o caso do arroz: neste cultivo, a preocupação está no clima mais seco, com menos chuvas, nas áreas de maior produção do cereal no Brasil, no Centro-Oeste.</p>
<p>Analisando a precipitação pluvial, a radiação solar, a temperatura atmosférica e a concentração de CO2 na região, o estudo projetou uma queda entre 40% e 60% do estoque de água necessário para o cultivo até 2050.</p>
<p>“Essa pesquisa aponta a necessidade de redução das emissões de gases de efeito estufa para diminuir a pressão sobre o aquecimento global e, como desdobramento, para a mitigação de possíveis mudanças climáticas”, comentou Alexandre Bryan Heinemann, da Embrapa, coautor dos dois estudos, ao <em>Valor</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: noticiasustentavel.com.br</p>
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